Procedimento no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara viabilizou a doação de rins, fígado, ossos e tecido ocular para pacientes na fila de transplantes

A Prefeitura de Maricá realizou, na segunda-feira (7/9), uma nova captação de órgãos e tecidos no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí.

O procedimento permitiu a retirada de rins, fígado, ossos e tecido ocular, que serão destinados a pacientes compatíveis que aguardam por transplantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Equipes acolheram e orientaram familiares durante o processo

O processo começou no fim de semana, quando profissionais do hospital identificaram a possibilidade de doação e iniciaram o acolhimento e a orientação dos familiares.

Após a autorização da família, equipes especializadas foram mobilizadas para realizar a captação e os procedimentos necessários.

A diretora-geral da unidade, Ana Paula Silva, destacou a participação do hospital na rede de transplantes.

“É motivo de orgulho ver o hospital participando ativamente da rede, salvando vidas para além de Maricá. Seguimos investindo no fortalecimento dos nossos serviços de saúde, resultado do comprometimento de cada profissional”, afirmou.

Comissão acompanha doação de órgãos em Maricá

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara acompanha todas as etapas relacionadas à doação na unidade.

A equipe atua na identificação de possíveis doadores, no suporte aos procedimentos, no acolhimento dos familiares e na articulação com a Central Estadual de Transplantes.

A atuação integrada é essencial para que os órgãos e tecidos possam chegar, com segurança, aos pacientes compatíveis incluídos na fila do SUS.

Como ser doador de órgãos no Brasil

No Brasil, não é necessário registrar em documentos ou cartório o desejo de ser doador de órgãos e tecidos.

A doação após a morte depende da autorização da família. Por isso, a principal orientação é conversar com parentes e amigos próximos ainda em vida e manifestar essa vontade.

O diálogo pode facilitar a decisão da família em um momento delicado e ampliar as chances de pessoas que aguardam por transplantes. Veja as orientações do Ministério da Saúde.